Saúde do coração: as gorduras que protegem as artérias



Hoje em dia, é praticamente impossível não ter um amigo ou parente que já tenha passado por um cateterismo para detectar doenças cardíacas e até mesmo desentupir as artérias, não é mesmo?

Você sabia que a aterosclerose, nome usado para designar quando alguma artéria coronária está obstruída por placas de gordura e coágulos, é a principal causa de morte no mundo?

Ela mata duas vezes mais do que todos os tipos de câncer, seis vezes mais do que todas as infecções juntas e avança em silêncio.

Muita gente só descobre que está com doença arterial coronariana quando sente dor no peito, pontadas ou falta de ar. Por causa da obstrução, as artérias não conseguem cumprir o seu papel de bombear sangue e oxigenar o coração.

Infelizmente, às vezes não dá nem tempo de chegar ao pronto-socorro. E quando o atendimento de emergência é possível, é aí que entra o cateterismo.

Se o cardiologista detecta que o coração está com a circulação sanguínea prejudicada e nem os remédios prescritos para afinar o sangue estão dando conta do problema, é possível que ele sugira esse procedimento invasivo.

Durante o cateterismo, um longo tubo plástico é inserido em uma artéria do braço ou da perna até alcançar o músculo cardíaco e dilatar a coronária bloqueada.

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Agora, se a área examinada continua com a função comprometida, um balão será introduzido e inflado dentro da artéria para esmagar a placa de gordura acumulada e restabelecer o fluxo sanguíneo.

É possível também que o cirurgião introduza uma espécie de mola metálica no interior da artéria para assegurar a passagem do sangue e do oxigênio. Esse dispositivo é chamado de stent.

Ilustração stent cardíaco

Stent é usado para desobstruir artérias entupidas

Apesar de salvar vidas, o stent não oferece garantias de um coração saudável.

Antes que a coisa chegue a esse ponto, é consenso entre os médicos que o melhor tratamento ainda é a mudança dos hábitos alimentares e do estilo de vida.

Conheça agora duas medidas simples e livres de efeitos colaterais que podem tornar o seu coração anti-infarto.

#1 Uma gordura invés de stent

Cápsulas suplemento ômega 3

Suplementação com ômega 3 pode reduzir risco de infarto

Os ácidos graxos da família ômega 3 (ALA, EPA e DHA) são chamados de essenciais porque são fundamentais para a saúde, mas o corpo não consegue fabricá-los sozinho.

Quando o assunto é coração, o EPA é o mais indicado. Isso porque o nutriente tem ação vasodilatadora, isto é, relaxa as paredes das artérias, facilitando o fluxo sanguíneo e prevenindo a formação de placas de ateroma.

Agora me responda: não te parece uma alternativa melhor e menos invasiva cuidar da sua alimentação antes de precisar de um cateterismo ou ter que implantar um stent?

São mais de 23 mil artigos científicos que comprovam que a suplementação de ômega 3 pode reduzir o risco de infartos.

Em um estudo italiano chamado GISSI, os cientistas acompanharam 11.324 sobreviventes de infarto durante 3 anos e meio.

Ao final da pesquisa, ficou comprovado que os indivíduos que suplementaram óleo de peixe reduziram drasticamente o risco de sofrer outro ataque cardíaco ou derrame, e cortaram pela metade o risco de infarto fulminante.

Se você ficou ficou interessado em consumir mais ômega 3, dê preferência para peixes selvagens, pois os de criação são pobres no nutriente. As sardinhas também são uma excelente opção.

Para quem prefere a praticidade das cápsulas, é preciso saber que um bom suplemento precisa ser ultrafiltrado, livre de metais pesados e ter concentrações adequadas de EPA e DHA.

No Brasil, as marcas vendidas a preços mais baratos não costumam preencher esses requisitos. Leia o rótulo e desconfie.

#2 Comer gordura não entope as artérias

Tábua carnes e vegetais

Gordura saturada não aumenta risco de doenças cardíacas

O consumo de ovos, manteiga e carnes pode, sim, levar a um aumento do colesterol, mas isso não significa que a gordura naturalmente presente nesses alimentos vá causar problemas cardíacos.

O colesterol é vital para funções do organismo. Essa substância é matéria-prima de muitos hormônios, inclusive os sexuais, e ajuda na absorção de importantes vitaminas solúveis em gordura, como  A, D, E e K.

Diversos estudos já comprovaram que o consumo de gordura saturada não aumenta o risco de doença arterial coronariana (nem mesmo em quem já tem a doença).

O nome de um dos maiores inimigos do coração é carboidrato. Pães, massas e alimentos industrializados açucarados são os verdadeiros culpados pela epidemia de obesidade, principal fator de risco para uma série de outras doenças, principalmente as que afetam o coração.

Experimente inverter a proporção de carboidratos que você consome por gorduras boas, mas sem excesso. Perceba a sensação de fome constante indo embora e depois volte aqui para contar.

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