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Por que a luteína é tão importante para a saúde dos olhos



Quem deseja manter uma visão nítida e cristalina ao longo dos anos precisa saber que certos nutrientes presentes nos alimentos são os aliados número um para ajudar a proteger a saúde dos olhos de forma natural. A luteína é um deles: encontrada no espinafre, na gema de ovo, no brócolis e nos suplementos em cápsulas, ela carrega os requisitos necessários para apoiar o cuidado com as “janelas da alma”.

Veja mais detalhes sobre a luteína para os olhos e outras funções da substância a seguir.

O que é luteína?

A luteína é um fitonutriente encontrado nas células das plantas que faz parte da classe dos carotenóides. São eles os responsáveis pela coloração vibrante de diversas plantas, frutas e verduras.

Com pigmentação amarelada, a luteína é essencial para o bom funcionamento do organismo por ser antioxidante, apoiando principalmente a saúde dos olhos.

Por falar nisso, a luteína fica altamente concentrada na região da mácula, parte central da retina que permite enxergar com detalhes. Por esse motivo, o nutriente também é conhecido como pigmento macular e é considerado essencial para ajudar a manter a qualidade da visão.

Como a luteína não é fabricada pelo próprio organismo, é preciso adicioná-la na dieta ou na rotina de suplementação.

Para que serve a luteína?

Veja os principais benefícios da luteína para a saúde:

1. Saúde dos olhos

A ação antioxidante da luteína ajuda a fazer uma limpeza nas “sujeiras” (também conhecidas como radicais livres) que se acumulam na mácula e envelhecem as células, o que pode causar perda na qualidade da visão.

Vale saber também que o nutriente funciona como uma espécie de filtro contra os danos causados pela luz azul emitida pelas telas do computador, celular, dos tablets e da televisão.

A luteína ainda pode auxiliar na prevenção do desenvolvimento de catarata, doença que deixa a lente dos olhos opaca e causa o embaçamento da visão.

Esse protetor natural dos olhos também faz parte do grupo de antioxidantes que podem ajudar a diminuir em 25% o risco de avanço da degeneração macular relacionada à idade, de acordo com o respeitado Estudo sobre Doenças Oculares Relacionadas à Idade, conhecido pela sigla AREDS, em inglês.

Esse foi o primeiro trabalho científico a identificar que uma combinação de antioxidantes (formada por luteína, zeaxantina, vitaminas C e E e outros nutrientes) pode auxiliar nessa tarefa.

Mais: estudos já demonstraram que a suplementação da luteína pode apoiar o combate à retinopatia diabética, uma das possíveis complicações do diabetes.

Um trabalho científico feito com camundongos, publicado no jornal médico Diabetologia, sugeriu que o estresse oxidativo que acontece no organismo de quem tem a doença, danificando os olhos, pode ser prevenido com a ajuda da substância.

O ideal, no entanto, é que a suplementação seja acompanhada de mudanças alimentares e de estilo de vida.

Para finalizar, a luteína também pode estar presente em um combo de suplementos como coadjuvante no tratamento tradicional para uveíte, doença inflamatória que acomete a camada média do olho, chamada de úvea.

2. Cuidados com a pele

Luteína para pele? Isso mesmo! Mais uma vez, suas propriedades antioxidantes entram em jogo para auxiliar no combate aos radicais livres que também prejudicam a saúde da cútis, causando até mesmo o envelhecimento precoce. Além disso, age contra os efeitos nocivos da luz visível e dos raios ultravioletas.

Alimentos ricos em luteína

  • Gema de ovo;
  • Abóbora;
  • Brócolis;
  • Espinafre;
  • Kiwi;
  • Couve-flor;
  • Rúcula;
  • Salsa.

E fica a dica: como a luteína é solúvel em gordura, procure consumir esses alimentos junto a uma refeição com gorduras boas para ajudar na sua absorção pelo organismo.

Sintomas da deficiência de luteína

O baixo consumo de luteína pode estar associado ao aumento do risco de doenças oculares e a diminuição da acuidade visual, ou seja, da capacidade de enxergar com clareza e nitidez.

Como tomar luteína

A suplementação da luteína em cápsulas é uma opção que pode ser discutida com o médico, já que muitas pessoas não consomem os alimentos que são fonte do carotenóide ou, então, o fazem em quantidades insuficientes para colher suas propriedades benéficas.

Recomenda-se doses diárias a partir de 10 mg, que devem ser avaliadas individualmente. Para ajudar a otimizar o trabalho da luteína, vale buscar fórmulas no mercado que também contenham zeaxantina e astaxantina, outras duas substâncias pró-visão que caminham juntas.

Vitaminas A, B, C, E e minerais como zinco, cobre e selênio também devem, junto à luteína, estar na mira de quem busca um suplemento completo para a saúde ocular.

Efeitos colaterais e contraindicações da luteína

Como se trata de um nutriente essencial para o organismo, não há contraindicações para o consumo da luteína. Em cápsulas, é importante seguir à risca as doses recomendadas em rótulos de suplementos que levam nutrientes devidamente autorizados para consumo pela Anvisa.

Pacientes que tomam anticoagulantes devem consultar um médico antes de ingerir qualquer suplemento alimentar. O mesmo vale para grávidas, lactantes e menores de idade.

Você também pode gostar de saber…

O Vision Pro + é um suplemento alimentar feito com os antioxidantes luteína, zeaxantina e astaxantina. A fórmula exclusiva ainda conta com vitaminas do complexo B, como B9 e B12 em suas formas ativas, e também possui alto teor de vitaminas A, C, E e dos minerais cobre, selênio e zinco na composição. Quando combinados, esses nutrientes podem auxiliar na saúde da visão.

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Referências bibliográficas

AREDS2 Research Group, Chew EY, Clemons T, SanGiovanni JP, Danis R, Domalpally A, McBee W, Sperduto R, Ferris FL. The Age-Related Eye Disease Study 2 (AREDS2): study design and baseline characteristics (AREDS2 report number 1). Ophthalmology. 2012 Nov;119(11):2282-9. doi: 10.1016/j.ophtha.2012.05.027. Epub 2012 Jul 26. PMID: 22840421; PMCID: PMC3485447.

Sasaki M, Ozawa Y, Kurihara T, Kubota S, Yuki K, Noda K, Kobayashi S, Ishida S, Tsubota K. Neurodegenerative influence of oxidative stress in the retina of a murine model of diabetes. Diabetologia. 2010 May;53(5):971-9. doi: 10.1007/s00125-009-1655-6. Epub 2010 Feb 17. PMID: 20162412; PMCID: PMC2850533.