Extra: o sal não é o vilão da pressão



O sal não é inimigo da pressão. É mito!

O medo excessivo do alimento aumentou nos anos 70. Você se lembra?

Na época, um médico chamado Lewis Dahl alegou que possuía evidências de que o sal causava hipertensão.

Para provar isso, ele induziu pressão alta em ratos alimentando as cobaias com cerca de 20 vezes a mais de sal refinado do que as doses recomendadas.

Como se fosse um humano consumindo meio quilo de sódio por dia.

Apesar dessa loucura, baseado também neste trabalho do Dr. Dahl, o Comitê de Nutrição e Necessidades Humanas dos Estados Unidos passou a recomendar que os americanos cortassem drasticamente seu consumo de sal, mas a ciência já provou justamente o contrário.

O Jornal Americano de Hipertensão publicou uma revisão sete estudos envolvendo 6.250 pessoas.

Sabe o que as autoridades médicas descobriram?

Que não existe nenhuma evidência forte de que cortar o sal reduza o risco de ataques cardíacos, derrames ou morte em pessoas com pressão normal ou alta.

Já saiu até no Journal of the American Medical Association (JAMA), uma das publicações científicas mais respeitadas do mundo, que quanto MENOS sódio as pessoas liberam na sua urina, MAIOR se torna o risco de morrer do coração.

O que é sódio? 

O sódio é um mineral vital para o nosso corpo. A falta dele pode causar desidratação, cansaço e confusão mental.

Acontece que sal que a maioria das pessoas tem na cozinha é o refinado composto por sódio (Na) e cloreto (Cl) acrescido de iodo e de substâncias químicas usadas para deixá-lo branquinho e soltinho na embalagem. Esse sim é um veneno.

Já os sais integrais, que não passaram por processos industriais, contém minerais essenciais para o bom funcionamento de todo o organismo, como zinco, selênio, estrôncio, potássio, cálcio e magnésio.

Inclusive o sal ‘de verdade’ ajuda na homeostase, ou seja, auxilia o organismo a permanecer em equilíbrio e com uma pressão arterial adequada independentemente do que ocorra em seu meio externo e interno.

Conheça 4 tipos de sal que fazem bem (e que não aumentam a pressão)

sal negro sal do himalaia sal rosa

Sal não é vilão da pressão

Sal de Mossoró:
A origem desse sal é de um município do interior do Rio Grande do Norte, Mossoró. Ele contém os sais minerais presentes na água do mar como cálcio, magnésio, zinco e potássio.

Flor de Sal:
Trata-se de um sal marinho mais nobre, sofisticado e usado na alta gastronomia. Como é extraído de forma artesanal, ele mantém alta-concentração de nutrientes como ferro, zinco, iodo, potássio, cálcio e magnésio.

Sal Rosa do Himalaia:
É encontrado nos pés das montanhas do Himalaia. Seu tom rosado se deve aos minerais presentes, principalmente o ferro. É bom ficar atento na hora de comprar. Existem muitos relatos de pessoas que compraram versões falsificadas e coloridas artificialmente.

Sal Marinho:
O Sal Marinho é obtido por meio da evaporação da água do mar e, geralmente, preserva uma certa quantidade de minerais, contudo, grande parte do iodo é perdida nesse processo de evaporação (por isso essa versão de sal também é iodada).

Essas versões integrais possuem um custo mais alto, mas a vantagem é que são muito mais saudáveis do que o sal de cozinha comum.

 

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Fontes:

Reduced dietary salt for the prevention of cardiovascular disease: a meta-analysis of randomized controlled trials (Cochrane review).

Intersalt: an international study of electrolyte excretion and blood pressure. Results for 24 hour urinary sodium and potassium excretion. Intersalt Cooperative Research Group.